A caça

M.A. Bennett

Editora: Arqueiro

Páginas: 240

Ano: 2019

Sinopse:

O ano letivo começou e Greer ­MacDonald está se esforçando ao máximo para se adaptar ao colégio interno onde ela entrou como bolsista. O problema é que a STAGS, além de ser a escola mais antiga e tradicional da Inglaterra, é repleta de alunos ricos e privilegiados – tudo o que Greer não é. Para sua grande surpresa, um dia Greer recebe um cartão misterioso com apenas três palavras: “caça tiro pesca”. Trata-se de um convite para passar o feriado na propriedade de Henry de Warlencourt, o garoto mais bonito e popular do colégio e líder dos medievais, o grupo de alunos que dita as regras. Greer se junta ao clã de Henry e a outros colegas escolhidos para o evento, mas esse conto de fadas não vai terminar da maneira que ela imagina. À medida que os três esportes se tornam mais sombrios e estranhos, Greer se dá conta de que os predadores estão à espreita e eles querem sangue.

“Minha mente já estava fazendo as malas. Era como aquele momento em que você joga cara ou coroa, mas já sabe, antes de a moeda cair, o resultado que vai dar.” (p. 31)

Essa história sem sombra de duvidas foi um verdadeiro carrossel de sentimentos. Quando o livro lançou, fiquei morta de curiosidade, ao começar a ler, mal conseguia largar o livro e não pensar na narrativa. A história é algo diferente e viciante, e mesmo sentindo vontade de esganar a Greer algumas vezes, eu me conectei a narrativa ao ponto de ficar nervosa pensando que era eu que estava na caçada.

A autora faz diversas citações a filmes, antigos ou não, durante a narrativa, para explicar ou demonstrar alguma cena que se assemelhe ao momento em que a personagem principal esta vivendo. Achei essa sacada bem bacana, uma vez que a maioria dos filmes eu conhecia.

“As pessoas dizem que o fim de uma vida fica mais vagaroso, como se passasse em câmera lenta, e devo dizer que isso é totalmente verdadeiro.” (p. 198)

Uma curiosidade visceral toma conta do leitor durante os acontecimentos e descobrimentos dos fatos. E quando algumas verdades foram sendo reveladas, me senti sendo feita de boba tamanho foi o choque que me ocorreu.

De uma forma bastante eloquente, Greer, acompanhada seus dois novos amigos, Shafeen e Nel, conta ao leitor sobre o terrível fim de semana que viveram junto com os chamados medievais.  A condução da narrativa foi algo que me agradou bastante, uma vez que a autora soube como desenrolar os fatos no seu devido tempo, sem correr ou deixar a história morna.

“Mas acho que as últimas conversas nunca são da maneira que a gente quer. Nosso fim é um grande mistério. Assim, morremos depois de falar da lista de compras ou da lavanderia.” (p. 212)

Esse é o primeiro livro da série S.T.A.G.S, e espero de coração que a Editora Arqueiro invista em lançar os próximos volumes, o final terminou de um jeito tão surreal, que me senti agoniada e morta de curiosidade em saber mais sobre os perigos que esses três amigos ainda vão enfrentar.

01 Comentário

  1. Marina Mafra13 jun, 2019Responder

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