A Fantástica Saga dos Pequineses Desaparecidos

Nedram Solrac

Editora: Juruá

Páginas: 456

Ano: 2017

Sinopse:

Ainda são sete horas da manhã de um sábado, quando um amigo liga para o outro, com quem estivera numa farra no dia anterior. Em tese, eles deveriam se arrumar e se dirigir ao escritório de advocacia no qual trabalham, pois em breve começará uma importante reunião que pode decidir o futuro do escritório e de suas próprias carreiras. Mas as coisas irão tomar um rumo inesperado. Decididos a não comparecer à reunião, nossos protagonistas darão início a um dia repleto de aventuras e reviravoltas. Nas vinte e quatro horas de duração da história, uma jornada regada a cerveja levará os amigos a encontrar uma série de personagens interessantes, promover o cruzamento de muitas histórias inacreditáveis e quem sabe até encontrar as mulheres de suas vidas. Tudo isso se sucede em um ritmo alucinante, num de­senrolar repleto de bom humor e referências musicais/ cinematográficas, tendo por pano de fundo o cenário cultural dos anos 80 e 90. A cada capítulo, a história oferece uma nova emoção, convidando o leitor a embarcar nessa aventura e acompanhar nossos heróis na Fantástica Saga dos Pequineses Desaparecidos!

Resenha:

Sobre a vida e as surpresas que ela pode nos oferecer com seu quase ilimitado cardápio de improvisos. (Página 381)

O livro conta a história de dois amigos, que resolveram tirar um dia para fazer o que tivessem vontade.

… eu não sei para onde nós vamos, eu não sei o que vamos fazer, eu não sei quando vamos voltar! Esteja preparado para o imprevisível… (Página 30)

Faltaram em uma reunião importante do trabalho. Como advogados, deveriam decidir estratégias para defender um cliente, suspeito de assassinar a esposa, que alegava ser inocente.

O foco do dia foi, beber e curtir.

Não demorou muito para que recebessem convites para festas e com a roupa do corpo, sem retornar para suas casas, em momento algum, eles se permitiram viver intensamente, cada momento daquele dia.

Um deles era engraçado e ótimo em meter os dois em confusões e o outro era observador, centrado e ótimo em tirar os dois das furadas do amigo engraçadão. Juntos, eles se completavam.

– Quase que eu fazia uma besteira, hein?

– Que nada, cara… É para isso que nós temos um ao outro!

– Para nos impedirmos de fazer besteiras?

– Não, para dizermos quais besteiras são permitidas!

(Página 209)

O dia foi uma bagunça, mas também teve reencontros, conheceram pessoas interessantes, com vidas mais interessantes ainda e cada uma delas acabou se tornando peça chave em algum momento para o desfecho da história.

… os grandes e verdadeiros amigos, mesmo depois de grandes tragédias e lapsos de tempo, podem até reprimir seu comportamento amistoso, mas o sentimento de fidelidade e solidariedade parece sempre continuar latente. (Página 78)

Eles não imaginavam, que esse ato de rebeldia, os levariam a viver situações que ajudariam a desvendar o mistério do assassinato, do qual o cliente vinha sendo acusado.

O dia termina da forma mais surpreendente, com uma série de atos heróicos para se vangloriarem.

Em um cenário de festas e bares, com uma trilha sonora deliciosa, uma linguagem detalhada e cômica. Narrado em terceira pessoa. A história ganha intensidade conforme novos personagens cruzam o caminho dos protagonistas. Mostrando que algumas coisas só acontecem na vida, quando estamos dispostos a arriscar.

Mesmo quem não aprende a superar, aprende a conviver com a saudade. (Página 170)

A Fantástica Saga dos Pequineses Desaparecidos é a obra de estréia do autor Nedram Solrac, um querido, que tive o prazer de conhecer. Levou em torno de 6 meses para criar essa ficção, enquanto os diálogos cresciam em sua cabeça. A leitura é rica em curiosidades do cotidiano, nos cativando e divertindo a cada cena.

Amigo se escolhe pelas suas qualidades, mas namorada se escolhe pelos seus defeitos. (Página 451)

Preciso agradeceu o autor, por me permitir viajar de carona e me divertir, nesse dia peculiar da vida dos personagens.

Para saber mais:
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… o que faz uma pessoa feliz, em primeiro lugar, é ela compreender que não existe a felicidade plena e permanente, mas sim uma sucessão de eventos que lhe dão a sensação de satisfação a que fazem, pelo menos temporariamente, sentir-se feliz. (Página 329)

01 Comentário

  1. 30 maio, 2018Responder

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