As coisas que aprendi depois que eu morri

Victoria Aldrin

Editora: Killa

Páginas: 246

Ano: 2018

Sinopse:

Pense na sua vida. Pense em quem você é. Pense em todos aqueles que você conhece e ama. Pense no que você já viveu e ainda quer viver, e em todos os bons momentos. Pense sobre tudo isso. E agora… destrua. A Terceira Guerra Mundial extinguiu o mundo que conhecemos atualmente. Não há mais governos, dinheiro, eletricidade ou cidades como as conhecíamos. A humanidade foi praticamente dizimada e, em meio a bombas nucleares e armas biológicas, a Nova Era se instalou e substituiu, sem volta, nossa realidade. Perdidos e separados pelos eventos catastróficos, Mariana e Bernardo costumavam viver uma vida normal antes do apocalipse. Eram jovens que viviam na maior região metropolitana do Brasil, São Paulo, e nunca imaginariam que suas vidas seriam viradas de cabeça para baixo tão rapidamente. No começo da Guerra, Mariana e sua família vão para o interior, enquanto Bernardo permanece com sua família na capital. Entretanto, o Brasil é desolado e exterminado por pequenos bombardeios e armas biológicas, enquanto o mundo perde o último fio de compaixão e as nações se destroem completamente. Agora, após a Guerra, Mariana precisa voltar para Bernardo, precisa voltar para a capital, mesmo que não haja mais capital alguma. Por outro lado, Bernardo descobre-se infectado pela arma biológica e é levado para longe do ponto de encontro. Os dois precisam se reencontrar. Precisam resgatar o mínimo de sanidade possível. Precisam ter algum resquício do que era a vida antes de tudo. Afinal de contas, depois de tantas perdas, os dois só podem confiar que, um dia, irão se reencontrar no ponto marcado – a antiga escola de Mariana. Acompanhados do leitor, os dois buscam ensinar tudo o que aprenderam com a Guerra e tudo o que aprenderam depois que tudo morreu. Toda a sua vida precisa ser revista. Você aproveitou tudo mesmo? Quem você realmente é? Tem certeza de suas respostas? Pense na sua vida. E pense novamente. E de novo. E agora destrua. Seja bem-vindo à Nova Era.

Tem uma coisa que acontece quando alguém te machuca: o resultado depende inteiramente de você.

O livro conta a história do mundo após a Terceira Guerra Mundial. Tudo foi destruído, menos a esperança de Mariana e Bernardo em se reencontrarem.

Além de viver um romance extremamente fofo, o casal tinha uma amizade linda e um pacto que se a guerra destruísse tudo, mas eles sobrevivessem, se encontrariam na antiga escola de Mariana. Foram inúmeras despedidas sem saber como seria o dia seguinte, até que finalmente a guerra os atingiu e perderam tudo. Afastados por estratégias de fugas com os seus familiares, os dois esperaram as coisas se acalmarem para partirem em busca do outro no local combinado.

A narrativa alterna entre Mariana e Bernardo, descrevendo o trajeto até o ponto de encontro. O mundo foi destruído, não havia mais nada além de destroços, cadáveres e sobreviventes que ou se escondiam, ou matavam quem encontrassem. Foram obrigados a enfrentar todo tipo de gente, enquanto seguiam viagem, cada um com um amigo imaginário que é o leitor, alguém que eles criaram em suas mentes para não se sentirem sós na jornada.

Aproveitaram para nos dar ensinamentos sobre o muito que hoje damos importância e o quanto na situação deles não valia mais nada. Também nos contando um pouco das suas vidas antes da guerra e como se conheceram.

A escrita é muito envolvente. Tori traz dor, mágoas em uma narrativa cativante, com personagens fofos. O enredo foi bem elaborado, nos fazendo realmente viajar oras com Bernardo, oras com Mariana. Somos envolvidos nos seus dramas ao ponto de temer que o tempo não seja o suficiente para se encontrarem.

Mais uma leitura reflexiva, que me fez contestar valores e o que eu tenho feito com o tempo que chamamos de vida.

O livro se tornou Top 2 nos meus favoritos. Espero que abra seu coração para uma escrita diferenciada, de uma autora realmente incrível!

Tive o prazer que conhecer a Tori na Bienal do Livro SP 2018 e que encanto de pessoa! A editora Killa arrasou na publicação. Um trabalho que merece ter na sua estante e uma história que merece ser conhecida!

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01 Comentário

  1. Renata16 out, 2018Responder

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