A Era dos Mortos

Rodrigo de Oliveira

Editora: Faro Editorial

Páginas: 208

Ano: 2018

Sinopse:

E OS HUMANOS DESCOBREM QUE A PIOR DESGRAÇA NÃO SÃO OS ZUMBIS... Vários anos se passaram desde que Uriel, agindo como um tirano, assumiu o controle da maior colônia de sobreviventes do apocalipse zumbi na Terra. Ivan, Estela e quase todos os seus aliados estão mortos. Do grupo original, apenas Isabel, Mariana e alguns poucos conseguiram escapar de Ilhabela. E a cada dia, a fome de poder de Uriel e de seu filho, Otávio, aumenta, tornando a vida dos sobreviventes ainda mais penosa. O trabalho escravo se torna a regra. A cobrança de mais e mais tributos e a imprevisibilidade do poder central mantêm todos em constante alerta. Otávio, que passou anos realizando pesquisas médicas, finalmente consegue um meio de controlar os bersekers, os zumbis monstruosos, transformando-os em cães de caça. É a sua forma de assegurar a permanência no comando da comunidade, mas também de destruir, pelo medo, qualquer intenção de resistência. Então, ele produz algo ainda pior, uma criatura feroz e diabólica com o poder de destruição em massa. Há muito em jogo. O governo central ainda considera Isabel uma grande ameaça, seja viva, ou morta-viva, o que poderia transformá-la numa nova Senhora dos Mortos. Mas, duas crianças chamam a atenção de Isabel que decide prepará-las para batalhas ainda mais sangrentas. Serão elas a esperança para o fim daquela era de medo e destruição? A derradeira batalha está para começar, mas os inimigos, humanos e zumbis, também têm suas surpresas. Sejam bem-vindos a uma nova era de horror e violência. Esta é... a Era dos Mortos.

Resenha:

A ciência nunca para, correto? E em mais uma de suas muitas descobertas, foram encontradas algumas razões que poderiam levar o mundo a um possível apocalipse zumbi. Desde parasitas no cérebro, a neurotoxinas e nanobots, a humanidade não estaria livre de ser contaminada por uma infestação de mortos vivos. Mas seria isso possível? Na realidade não sabemos, mas na ficção isso é um assunto bastante polemizado.

Em A Era dos Mortos, somos apresentados mais uma vez a esse universo apocalíptico, porém os zumbis não são a maior ameaça. Mesmo em meio ao caos completo, existem pessoas que enxergam nessa situação uma forma de adquirir poder, e assim a crueldade se torna ainda maior.

“Tratava-se de uma minúscula fração da praga que assolava a Terra havia tempos. Um bando de seres deformados, grotescos, bizarros e selvagens. Criaturas sem sentimentos ou raciocínio, desprovidas de qualquer outro objetivo na vida que não fosse matar e devorar seres vivos – sobretudo humanos.” (Página 12)

Após alguns anos em que o tirano Uriel tomou para si o controle da maior comunidade de sobreviventes do apocalipse zumbi na terra, as coisas foram de mal a pior para as pessoas. Nos tempos de Ivan e Estela ainda havia uma esperança para viver dignamente em meio a tanto sofrimento, mas com a morte dos dois e de quase todos os seus aliados, Uriel passou a massacrar a população sem dó.

De todo o grupo original, somente Isabel, Mariana e poucas pessoas conseguiram fugir de Ilhabela e das garras do tirano Uriel. Juntas formaram uma comunidade escondida no meio do mato, longe de tudo, com algumas condições tão precárias que não chamavam nem a atenção dos próprios zumbis, quem dirá de Uriel.

“No seu olhar via a dureza de alguém que já lutara aquela guerra havia décadas. De uma pessoa que já vira de tudo e ainda assim permanecia de pé.” (Página 72)

Otávio, filho de Uriel, passou boa parte da vida realizando pesquisas médicas, criando monstruosidades e um meio de controlar os zumbis mais perigosos e mortais, os bersekers. Mas não estando satisfeito com essa descoberta, ele acabou criando uma das criaturas mais ferozes e poderosas que existem, um ser com capacidade de destruir qualquer coisa que estivesse em seu caminho.

Isabel mesmo depois de anos, viva ou morta, ainda é considerada uma ameaça. Duas crianças chamam a atenção da anciã que decide treiná-los como grandes soldados para as batalhas mais violentas que ainda virão. Essas crianças podem ser a esperança que os sobreviventes precisam para saírem dessa era do caos.

“- Tentem se acostumar, será assim todos os dias! Eu vou deixar vocês fortes o suficiente para, no futuro, conseguirem quebrar o pescoço de um adulto com as próprias mãos, seja ele um zumbi ou humano, mesmo que ambos estejam sem dormir numa trincheira há dias!” (Página 99)

Eu amo livros, histórias, filmes, séries, jogos, qualquer coisa que se relacione a zumbis. E amo ainda mais quando um autor sabe como trabalhar esse assunto em uma história, e Rodrigo é um desses autores. O universo caótico, sangrento e assustador que ele criou nesse livro me fez devorar as páginas com uma ansiedade sem fim. Senti-me na pele dos sobreviventes mantidos como escravos, com um medo ainda maior dos humanos do que dos zumbis.

O autor trouxe de uma forma real o que aconteceria ao Brasil caso acontecesse um apocalipse zumbi. Se nos dias de hoje já temos problemas com o governo, imaginem como seria em um mundo apocalíptico infestado de zumbis? Mal posso esperar pela continuação dessa história, preciso saber o destino dos personagens que conquistaram o meu coração durante a leitura e dos que me fizeram odiá-los mais do que tudo no mundo.

Recomendo esse livro a todos os fãs de zumbis e a todos que se sentirem atraídos pela história.

Quem aqui já leu algum dos livros do Rodrigo? Me contem.

4 Comentários

  1. Marina Mafra26 fev, 2018Responder
  2. Mirosmar Camargo01 mar, 2018Responder

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