Extraordinário

Sinopse:

Nascido com uma deformidade facial que o impediu de ir a escola por muito tempo, um garoto vira o herói da quinta série. | Drama/Família | 1h 53m | Data de lançamento no Brasil: 21 de novembro de 2017 | Direção: Stephen Chbosky | Adaptação de: Extraordinário | Música composta por: Marcelo Zarvos.

Extraordinário foi baseado no livro de R.J.Palacio, também chamado Extraordinário (resenha aqui). Quando finalizei a leitura, senti que o mundo deveria ler, por isso, quando eu soube que teria o filme, a minha felicidade foi imensa. Nem todos gostam da leitura, mas com um filme, atingiria uma porcentagem maior de pessoas.

O que eu mais amo na história, é que ela gira em torno da seguinte mensagem:

Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil.

August Pulmman nasceu com uma deformidade facial e após várias cirurgias, seu rosto é a maior marca delas. Além de ele ser diferente, seu rosto choca e assusta.

Ele estudava com a mãe em casa. Morava com os pais e a irmã mais velha. Por mais que a sua diferença causasse impacto, a família sempre lutou para que ele tivesse uma vida normal. E o maior acontecimento na história, é que a mãe dele decidiu que ele deveria frequentar uma escola normal.

Auggie é inteligente, doce, com uma personalidade engraçada, ainda que sofra com as reações da sociedade, enfrenta tudo com tamanha maturidade. Mas como ele poderia mostrar como realmente é, se não sabia se os colegas se aproximariam dele? Como chegar no 5º ano, sendo o único que está pisando em uma escola pela primeira vez?

Entre muitas coisas, Auggie descobriu que há quem se choque e não saiba disfarçar e há os que são maldosos.

Por mais que ele seja o maior afetado com a sua realidade, a história traz o impacto na família e nos que se importam com ele. O que torna tudo mais emocionante, pois quem não se identifica de alguma forma, sofre por se imaginar no lugar deles.

O final deixa uma mensagem linda sobre empatia de maneira geral. Todos temos as nossas lutas individuais, que refletem demais em quem somos, e como não temos como saber o que cada um passa, a escolha de ser gentil facilita muito a existência nesse mundo.

O elenco foi maravilhosamente escolhido. Até a Daisy, cadelinha da família Pulmman. Como o pai dele era muito engraçado no livro, não havia melhor escolha do que o ator Owen Willson. Julia Roberts traz a intensidade de ser mãe, de forma muito real. Ela arrasou no papel. Uma das melhores atuações que já vi dela, depois de Uma linda mulher. Não conhecia Jacob Trembley. Seu rosto foi muito alterado devido a deformidade do personagem, o trabalho maior dele deve ter sido atuar pelos olhos, o que ele fez com excelência, carisma e fofura.

Falando de livro X filme, é claro que ocorreram alterações. No filme, Auggie passou muito mais tempo sozinho, não precisou de aparelho auditivo, o que achei um pecado, pois a cena que ele escuta melhor no livro me tocou demais. Houve alterações de diálogos e locais de cenas, como por exemplo, quando ele fica sabendo que vai para a escola, estava com a família no carro, mas no filme, ele ouviu uma conversa dos pais escondido perto da porta do quarto deles. O livro relata cada sentimento, obviamente no filme contamos com a atuação dos atores, e quando gostamos muito da história, criamos uma expectativa maior, por isso eu senti falta de alguns pensamentos de Auggie. Nada que tenha feito diferença na história, é coisa minha mesmo!

Minhas cenas favoritas no filme, sem dar spoilers pra vocês… foram quando Auggie confronta a mãe sobre o motivo de ele ser “feio” e ela precisar explicar a importância da beleza interior, as refeições dele com os amigos na escola e o momento final.

Passei o filme inteiro angustiada e querendo abraçar o pequeno Auggie.

Todos precisam conhecer essa história. Ela fará você se sentir uma porcaria de ser humano, mas que vai querer mudar dali em diante. A gentileza se tornará o seu foco.

01 Comentário

  1. Hannah14 dez, 2017Responder

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