Indomável

S.C. Stephens

Editora: Valentina

Páginas: 400

Ano: 2017

Sinopse:

Ser o baixista da banda de rock mais famosa do mundo proporcionou muitas vantagens para Griffin Hancock: uma bela casa, um carro veloz e, o mais importante, sua incrível esposa Anna. A única coisa que a fama não lhe trouxe foi um refletor focado apenas nele. Anna o aconselha a ser paciente, e diz que seu talento vai acabar por lhe trazer isso. Só que Griffin está farto de esperar pela oportunidade de brilhar por completo. De forma inesperada para todos, Griffin toma uma decisão chocante e resolve assumir o maior risco de sua vida. Subitamente ele se vê debaixo de novos refletores, luzes, câmeras e... caos -- algo que acaba por levar ao limite o seu relacionamento com Anna. Sua compreensiva esposa sempre considerou sexy o comportamento imprevisível do marido, mas, de repente, sentimentos de dor começam a transparecer em seus olhos, e isso coloca a alma de Griffin em uma espiral de desespero e infelicidade. Justamente quando o reconhecimento do seu talento está ao seu alcance, a pessoa que ele mais ama no mundo pode estar lhe escorrendo pelos dedos.

Resenha:

Olá Leitores!

Antes de tudo, gostaria de informar que esse livro é spin-off da Trilogia Rock Star e aqui pode conter algum spoiler dos outros livros. Não dá pra entender muito bem a história do Griffin Hancock sem antes falar brevemente sobre os D-Bags.

A Trilogia ganhou meu core♥ desde a pré-venda do primeiro livro – Intenso Demais. Me apaixonei pela capa e a sinopse prometia uma leitura de arrasar. Superou minhas expectativas. Os livros da S. C. Stephens estão entre os meus favoritos na estante.

Os D-Bags são uma banda de rock de Seattle, formada pelos amigos: Kellan, Matt, Evan e Griffin. Nos livros que compõem a Rock Star, o foco da história é Kellan Kyle – o vocalista – e seu triângulo amoroso com Kiera e Denny.

Em meio à trama narrada por Kiera, acompanhamos o crescimento e as conquistas da banda. Ao final da Trilogia, os D-Bags são um dos maiores grupos de rock do mundo e estão vivendo momentos de glória, tanto na vida profissional quanto na pessoal.

Griffin Hancock é o baixista da D-Bags. Na trajetória da banda, conhecemos a personalidade, as farras, pegações e as confusões do personagem. É o membro que mais curte esse lance da fama e tudo o que ela proporciona.

Em Indomável, ele está casado com Anna, irmã da Kiera, e é pai de duas meninas, Gibson e Onnika. A vida não poderia estar melhor. Casado com uma mulher que topa todas suas loucuras, morando na mansão dos sonhos e com uma conta bancária bem gorda, Griffin não tem motivos para reclamar. Porém, algumas coisas em relação à banda começam a incomodá-lo.

Conhecem aquela frase: “A fama lhe subiu à cabeça”? Pois é! A fama lhe subiu à cabeça com muita força! Ser o baixista que fica mais ao fundo do palco já não lhe satisfaz. Griffin quer ser o centro, quer destaque!

Decide levar algumas ideias para os amigos da banda, onde teria um espaço só seu nos shows, mas todas são vetadas.

“A única coisa que apagava ligeiramente a grandiosidade da minha vida era a minha posição inferior na banda. Os caras não tinham ideia do presente que receberam ao me escolher, e apesar de eu lhes dizer repetidas vezes que merecia uma chance na guitarra principal, eles continuaram me mantendo em segundo plano.” (Página 10)

Griffin é um excelente baixista, parte muito importante da D-Bags, mas não enxerga sua importância nela. Acredita que seu valor só se provará se os holofotes estiverem direcionados a ele. E, apesar de representar um papel dentro da banda, nunca participou ativamente do processo criativo. Apenas seguia o fluxo.

Cada vez mais frustrado com isso, começa a provocar discussões e intrigas nos ensaios e shows, culminando numa decisão que afetará toda a banda.

Griffin inicia uma busca incessante pelo destaque que tanto sonha em ter, não levando em conta tudo o que está em jogo e nas consequências que suas escolhas podem trazer.

Nesse livro, o protagonista me trouxe três emoções distintas: raiva, aflição e empolgação. Foi uma leitura diferente nesse sentido porque me tirou de minha zona habitual.

“Queria só que cada dia passasse depressa, isso era tudo o que importava agora. Às vezes o simples passar das horas era um tormento.
‘Aguente firme e vá em frente… amanhã será certamente melhor.’
Só que nunca era.” (Página 299)

Sempre gostei muito do Griffin e suas loucuras, mas nesse livro ele me tirou do sério e nós brigamos em vários momentos. (Imagina só, eu brigando com o livro! Hahaha…) Apesar de diferente, foi uma experiência ótima, porque o Griffin foi crescendo e aprendendo e eu fui acompanhando cada passo com ele, passando pelas emoções que falei acima.

É um pouco estranho gostar de um personagem durante tanto tempo e, de repente, se decepcionar de verdade e depois voltar a torcer por ele. Uma montanha russa de sentimentos! Claro que demos boas risadas juntos também, afinal o Griffin é um cara bem brincalhão e não tem filtro, fala as coisas que pensa sem importar a quem.

Adoro a escrita da S. C. Stephens! Ela não foca somente em um aspecto da história, é bem dinâmica, traz as outras personagens em diversos momentos e o papel delas na vida do protagonista.

Além das cenas picantes de arrancar o fôlego, assim como nos outros livros a autora mostra a importância da família em nossas conquistas e o valor das amizades. Às vezes estamos tão focados em conseguir alçar voos mais altos que paramos de enxergar quem está ao redor. Esquecemos que a nossa vida não é só nossa.

O Griffin aprendeu muitas coisas na marra. Eu, com certeza, aprendi algumas coisas junto.

Pra finalizar, digo: leiam todos os livros da Rock Star. São todos incríveis!

Abraço carinhoso e até a próxima!

4 Comentários

  1. Marina Mafra12 abr, 2018Responder
    • Le12 abr, 2018Responder
  2. Camila Carvalho12 abr, 2018Responder
    • Le12 abr, 2018Responder

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