Lady Whistledown Contra-Ataca

Julia Quinn, Mia Ryan, Suzanne Enoch, Karen Hawkins

Editora: Arqueiro

Páginas: 352

Ano: 2017

Sinopse:

Com a participação especial da famosa cronista da sociedade criada por Julia Quinn, Lady Whistledown Contra-Ataca é formado pelas narrativas curtas de quatro escritoras consagradas, tendo como fio condutor o roubo de uma pulseira milionária. Seus contos são como pérolas que se unem e formam uma peça de valor inestimável. Quem roubou o bracelete de lady Neeley? Terá sido o caça-dotes? O apostador? A criada? Ou o libertino? Londres está fervendo com as especulações, mas, se ainda restam muitas dúvidas, pelo menos uma coisa é certa: um desses quatro está envolvido no crime. Crônicas da sociedade de lady Whistledown, maio de 1816 Julia Quinn encanta... Um belo caçador de fortunas foi enfeitiçado pela debutante mais desejada da temporada. Agora ele precisa provar que o que deseja é o coração da jovem, não o dote dela. Mia Ryan delicia... Uma criada adorável e espirituosa está deslumbrada com as atenções românticas que tem recebido de um charmoso conde. Mas um relacionamento entre eles seria escandaloso e poderia arruinar a reputação dos dois. Suzanne Enoch fascina... Uma jovem inocente que passou a vida evitando escândalos de repente se vê secretamente cortejada pelo maior libertino de Londres. Karen Hawkins seduz... Um visconde que vaga sem destino volta para casa para reacender o fogo da paixão de seu casamento, mas descobre que sua linda e decidida esposa não será conquistada tão facilmente.

Um livro, quatro autoras e quatro narrativas interligadas que dão vida a um misterioso caso: o roubo do bracelete de lady Neeley. Um caça-dotes, um apostador, uma criada e um libertino integram o rol de suspeitos. Em meio a tantas dúvidas, existe a certeza de que o crime foi cometido por um deles. Lady Whistledown, a cronista mais famosa da sociedade participa do caso através de suas palavras no jornal, e com isso Londres se transforma em um caos completo.

O primeiro beijo – Julia Quinn

Nesta história somos apresentados a Peter Thompson, um ex-soldado que chegou recentemente da guerra e procura uma esposa com um dote consideravelmente bom para se estabelecer até receber seu dinheiro do exército. O coração tem lá os seus mistérios e por um acaso do destino, Peter se apaixona verdadeiramente pela debutante mais cobiçada da temporada. Mas como conquistar o coração de Tillie e provar para a sociedade londrina que ele quer se casar com a jovem moça por amor e não pelo dote extremamente grande que ela possui?

Ah meus caros, como eu amo a escrita da Julia Quinn, ela está no topo do meu coração para a vida toda. haha A autora desenvolveu uma narrativa leve, encantadora e que faz o leitor suspirar a cada capítulo lido. Tillie é alguém que poderia ser eu, você. Apenas uma moça que precisa aprender que a vida nem sempre é um mar de rosas, mas que cabe a nós decidirmos se passaremos o resto de nossos dias nos lamentando ou sorrindo pela expectativa de um amanhã melhor. É impossível não torcer pelo amor entre os protagonistas, e querer uma continuação da história.

Ela deveria ter prestado atenção à forte decepção apertando seu peito. Ou ao frio na barriga que aumentava toda vez que olhava para ele. Porque, se o tivesse feito, não teria ficado tão surpresa quando lhe entregou uma xícara de chá e os dedos se tocaram, e depois olhou para ele, e ele para ela, e seus olhos se encontraram. (Página 30)

A última tentação – Mia Ryan

A Srta. Martin ou Isabella é a dama de companhia de lady Neeley há dez anos, e foi designada pela patroa a ajudar organizar a festa de lord Roxbury. O pai de Anthony Roxbury quer casar o filho a todo custo e o obriga a dar uma festa para torná-lo mais bem visto na sociedade. O primeiro encontro entre Isabella e Anthony para organizarem a festa é algo trágico e cômico, porém a partir desse dia algo muda no coração de ambos. Mas um relacionamento entre uma criada e um futuro conde poderia desonrar a reputação de ambos?

Eu amei profundamente essa história, a felicidade de Isabella é algo que contagia e dá vida a narrativa. Anthony é a prova de que as opiniões nem sempre são imutáveis. Somos apresentados a personagens cativantes e que se permitem amar e viver sem o preconceito imposto pelos padrões da sociedade. Afinal de contas, o amor é o sentimento mais sublime que existe na face da terra.

Ela o adorava. Ela o amava.

Teve um momento de pura felicidade seguido de completa dor.

E, é claro, assim era o amor: dor e felicidade em pé de igualdade. (Página 129)

O melhor dos dois mundos – Suzanne Enoch

Charlotte Birling sempre foi uma moça recatada e cheia de decoro que passou a vida inteira desde os 7 anos, sendo ensinada a evitar qualquer tipo de escândalo que pudesse desonrar o nome da família. Até o homem escolhido por seus pais para ser seu futuro marido é alguém metódico, sem graça e sem personalidade. Mas tudo na vida de Charlotte muda quando o maior libertino de Londres Xavier Matson se encanta por ela e decide fazer a corte em segredo a nossa adorável moça.

Ah essa história! Definitivamente é impossível não se emocionar e sensibilizar com a vida de Charlotte, uma pequena lagarta que só quer se transformar em uma linda borboleta. O amor pode surgir nas mais peculiares hipóteses e entre as pessoas mais divergentes possíveis. Suzanne construiu personagens inteligentes, engraçados e que dão uma nova cor e perspectiva envolvente a narrativa. Charlotte mostra que nem sempre somos obrigados a aceirar os rótulos que nos é imposto, mas sim sermos quem realmente somos.

Praguejando de maneira quase inaudível, ele virou seu cavalo na direção sul. O que quer que acontecesse, estaria pronto; desde que isso significasse ganhar Charlotte. (Página 220)

O único para mim – Karen Hawkins

Sophia é uma mulher que acreditando na magia do amor, se casou bem jovem com Maxwell (Max) o visconde de Easterly. Ambos bem jovens na verdade, e com os ânimos da juventude a flor da pele e o maldito orgulho se sobrepondo a todas as situações de conflitos, uma grande confusão ocorre e faz com que Max se exile de tudo. 12 anos depois, decidido a voltar para casa e reconquistar sua adorada esposa, deixando as mágoas do passado para trás. Max percebe que as coisas não serão tão fáceis assim, a ferida que seu exílio provocou em Sophia, a transformou em uma mulher completamente diferente do que ele se lembrava. Afinal, que amor seria forte o bastante para sobreviver a 12 anos de solidão?

Quando lí a sinopse me peguei culpando Max secretamente por ter feito o que fez. Mas assim que adentrei nessa bela história e descobri a verdade dos acontecimentos, me indignei tanto com o verdadeiro culpado, que preciso pedir desculpas publicamente ao Max. haha Sophia é um exemplo de mulher, mesmo com o coração ferido, magoado e danificado, foi forte o suficiente para se manter com a cabeça erguida durante todos os anos. A química entre ela e Max é algo perceptível desde o primeiro reencontro deles. Um amor de verdade suporta todas as barreiras e adversidades que a vida impõe, caberá a Sophia e Max descobrirem se estão dispostos a abandonarem as mágoas do passado e reatarem o casamento.

O verbo conjugado no passado atravessou-lhe o coração e, naquele instante, ele percebeu como ainda a queria, como ainda a desejava. Durante todos aqueles anos disse a si mesmo, várias vezes, que Sophia não era feita para ele. Que poderia viver sem ela. Que estava melhor sozinho. Tudo mentira. Agora, ao lado dela, no terraço iluminado pela lua, com Sophia a apenas um braço de distância, ele soube o que realmente queria. Ela. Mas será que era tarde? Será que ela poderia se sentir de novo como se sentia antes? Será que aquele amor se provaria mais verdadeiro? Mais forte, assim como ela estava mais forte? (Página 266)

Confesso que amei todas as histórias, a sintonia entre as narrativas foi algo tão forte que não parece haver 4 autoras nesse livro, mas uma só. Quatro histórias, quatro casais distintos e quatro autoras que souberam criar uma harmonia linda em um só livro. Super indico essa leitura com o coração cheio de alegria meus caros amigos. Eu já sabia que a Julia Quinn era maravilhosa na escrita, mas preciso enaltecer as autoras Suzanne Enoch, Karen Hawkins e Mia Ryan por escreverem com o coração também.

E para você que é fã da família literária mais amada dos livros: os Bridgertons, fique sabendo que eles são citados nesse livro. É uma nostalgia tão linda que aquece o coração. E quem estava com saudades da maior fofoqueira de Londres? hahah Lady Whistledown não toma jeito mesmo. Alguém aqui já leu? Contem-me.

2 Comentários

  1. Marina Mafra29 dez, 2017Responder

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