O Pessegueiro

Sarah Addison Allen

Editora: Planeta

Páginas: 256

Ano: 2013

Sinopse:

Willa Jackson vem de uma antiga família que ficou arruinada gerações antes. A mansão Blue Ridge Madam, construída pelo bisavô de Willa durante a época área de Walls of Water, e outrora a mais grandiosa casa da cidade, foi durante anos um monumento solitário à infelicidade e ao escândalo. Mas Willa soube há pouco que uma antiga colega de escola – a elegante Paxton Osgood – da abastada família Osgood, restaurou a Blue Ridge Madam e a devolveu à sua antiga glória, tencionando transformá-la numa elegante pousada. Talvez, por fim, o passado possa ser deixado para trás enquanto algo novo e maravilhoso se ergue das suas cinzas. Mas o que se ergue, afinal, é um esqueleto, encontrado sob o solitário pessegueiro da propriedade, que com certeza irá fazer surgir coisas terríveis. Pois os ossos, pertencentes ao carismático vendedor ambulante Tucker Devlin, que exerceu os seus encantos sombrios em Walls of Water setenta e cinco anos antes, não são tudo o que está escondido longe da vista e do coração. Surgem igualmente segredos há muito guardados, aparentemente anunciados por uma súbita onda de estranhos acontecimentos em toda a cidade.

A autora me ganhou em A Garota que Perseguiu a Lua. Fiquei ansiosa para conhecer mais dela e me deparei com O Pessegueiro. As histórias da Sarah trazem problemas reais com um toque de magia, o que as torna ainda mais encantadoras.

Resenha:

Segredos nunca permanecem sepultados, independentemente do esforço que você faça. (Página 49)

Nesta história conhecemos os protagonistas: Willa, Sebastian e os irmãos Colin e Paxton.

Colin estava de volta á Walls of Water, pois a sua irmã organizou a restauração da antiga mansão Blue Ridge Madam, uma das casas mais gloriosas da cidade, construída pelo avô de Willa, antes da família perder tudo o que tinham. Paxton estava transformando a mansão em uma pousada de luxo e faltava pouco para a inauguração.

Parte de seu coração ainda estava ali em algum lugar. Ele só gostaria de saber onde, para que pudesse pegá-lo de volta. (Página 59)

Durante a estadia, que seria curta, Colin reencontrou Willa, sua antiga colega de escola, mas ela não ficou feliz em vê-lo. Ele trazia memórias, que ela não tinha a intenção de resgatar.

– Você não deveria vir me ver assim, tão cansado. Acho que você diz coisas que normalmente não diria. (Página 134)

Enquanto Colin tentava, sem sucesso, se aproximar de Willa, sua irmã sofria com a pressão da mãe para que tudo saísse perfeitamente na inauguração. Por sorte, ela contava com o apoio e amizade de Sebastian, que embora conhecesse os seus segredos mais obscuros, não foram o suficiente para que ela não nutrice uma paixão secreta, e possivelmente não correspondida, pelo amigo.

As coisas se complicaram quando um corpo foi encontrado enterrado, em baixo de uma árvore de pêssegos, que fora arrancada devido às reformas na mansão.

Paxton e Willa acabaram se unindo, já que suas avós participavam da sociedade na época em que o cadáver poderia ter sido enterrado e começaram uma investigação paralela com a da polícia.

O que havia de tão errado com esse lugar para que todos quisessem partir? (Página 65)

Algumas conversas com as suas avós, no asilo da cidade, onde ambas residiam no momento, revelaram segredos antigos, de quando a cidade foi tomada por uma estranha magia, que dominou todos e que só teve fim, quando descobriram o poder de uma verdadeira amizade, capaz de superar e quebrar qualquer encantamento.

Até onde iria essa amizade? Longe o bastante para mentir? Ou longe o bastante para contar a verdade? (Página 120)

O caminho até a revelação dos segredos, foi essencial para que cada um dos protagonistas descobrissem os seus lugares no mundo.

Você nunca será feliz até viver sua própria vida. (Página 60)

Uma história envolvente, misteriosa e magicamente emocionante.

A felicidade é um risco. Se você não sentir um pouquinho de medo, não está fazendo a coisa certa. (Página 213)

Deixo o meu apelo, para que mais livros da Sarah sejam traduzidos e que seja pela Editora Planeta, que teve tanto cuidado e sensibilidade na publicação dos únicos até o momento.

A escrita da Sarah me faz desconfiar que a magia, pode sim, estar onde menos imaginamos, na vida real.

Não há nada mais satisfatório do que colocar no papel o que você mais quer. Isso dá substância a algo que antes era tão abstrato quanto o ar. Isso é um passo a mais para o seu desejo se tornar real. (Página 61)

Conheci a autora, através de uma leitura em dupla com a Sâm, do Blog Escrituras da Alma. Resolvemos ler esse em dupla também. Foi mais uma vez, uma leitura deliciosa em dupla. Passa lá no blog dela, para saber o que ela achou da leitura. 😉

3 Comentários

  1. 12 maio, 2018Responder
  2. Kalyne Lauren12 maio, 2018Responder
  3. Sâmela Faria25 maio, 2018Responder

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