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O Oceano no Fim do Caminho

Editora: Intrínseca

Número de página: 208

Ano: 2013

O Oceano no Fim do Caminho

Sinopse: Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino. Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.

Resenha:

Não tenho saudade da infância, mas sinto falta da forma como eu encontrava prazer em coisas pequenas, mesmo quando coisas maiores desmoronavam. Eu não podia controlar o mundo no qual vivia, não podia fugir das coisas nem de pessoas nem de momentos que me faziam mal, mas tinha prazer nas coisas que me deixavam feliz.

O Oceano no Fim do Caminho

Sem rumo, o homem dirige até um local marcado pela sua infância. E a visita à casa das 3 mulheres Hempstock traz lembranças.

Queria aquele ontem de volta, e queria isso com todo o meu ser.

Quando tinha apenas 7 anos, o carro da família foi roubado. Um policial informou que encontraram o carro e levou o menino e seu pai até o local onde o carro foi abandonado. Havia um corpo de um homem lá dentro e o menino foi levado por Lettie Hempstock, que tinha apenas 11 anos, para a casa da fazenda local onde ela morava com a mãe e a avó, até que tudo fosse solucionado.

Ninguém realmente se parece por fora como de fato é por dentro. Nem você. Nem eu. As pessoas são muito mais complicadas que isso. É assim com todo mundo.

O Oceano no Fim do Caminho

A causa da morte havia sido suicídio e os fatos despertaram o interesse das Hempstocks. A situação ia muito além do que os olhos do menino podiam ver. Lettie o levou com ela para investigar algo, que ele não sabia bem o que era e lá, onde tudo parecia diferente, ao enfrentar um ser assustador, algo não ocorreu como deveria e a imaturidade do menino, trouxe o perigo com ele, mesmo sem perceber.

Algumas vezes os monstros são coisas das quais as pessoas deveriam ter medo, mas não têm.

Ele descobre o perigo um pouco tarde. Longe da fazenda Hempstock, Ursula Monkton surge e se instala na casa do menino, dominando tudo aos poucos. Só ele percebe que há algo mais nela, extremamente perigoso e que ele teme mais do que já teve medo de qualquer coisa na vida.

Ela era adulta, e quando os adultos entram em guerra com as crianças, eles sempre vencem.

Ursula está decidida a impedir o menino de procurar ajuda. Ele precisava avisar Lettie do perigo que estava a solta, salvar a sua vida, da sua família e de todos.

O Oceano no Fim do Caminho

Os adultos também não se parecem com os adultos por dentro. Por fora, são grandes e desatenciosos e sempre sabem o que estão fazendo. Por dentro, eles se parecem com o que sempre foram. Como o que eram quando tinham a sua idade. A verdade é que não existem adultos. Nenhum, no mundo inteirinho.

Para a minha primeira experiência com Gaiman preciso dizer que estou um tanto confusa!rs Acredito que para cada leitor a interpretação deva ser bem diferente. Para mim foi um ensinamento rico sobre enfrentar nossos fantasmas. Mesmo de longe, o autor conseguiu brincar com a minha mente e me fazer adorar a leitura. Fiquei curiosa para ler mais do autor.

…eu sempre pegava várias ideias emprestadas nos livros. Eles me ensinaram quase tudo que eu sabia sobre o que as pessoas faziam, sobre como me comportar. Eram meus professores, meus conselheiros.

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