Scarlet (Crônicas Lunares #2)

Marissa Meyer

Editora: Rocco

Páginas: 480

Ano: 2014

Sinopse:

Scarlet, segundo livro da saga As crônicas lunares, é inspirado em Chapeuzinho Vermelho e mostra o encontro da heroína ciborgue que dá nome ao romance anterior (Cinder) com uma jovem ruiva que está em busca da avó desaparecida.

“- Os animais me adoram

– Ah, aposto que sim. Que animais de fazenda não adoram um lobo?”(p. 34)

Esse é o segundo volume da série, e me encantei ainda mais por esse universo. Se Cinder já havia ganhado o meu coração, Scarlet com sua releitura de Chapeuzinho vermelho (com uma pitada de A bela e a Fera) me conquistou imensamente.

“- Por que a minha nave está falando comigo?

– Sou eu, seu idiota.” (p. 107)

A narração é dividia entre três personagens, Cinder, Scarlet e o imperador Kai (crush), e conta com uma narração bônus de um personagem horripilante. O ritmo da história é ainda mais intenso é bem desenvolvido do que o primeiro volume, prendendo a atenção a cada virada de página com revelações surpreendentes e chocantes.

“- Só porque vou deixar você entrar, não quer dizer que confio em você.

– É claro. Eu também não confiaria em mim.”(p. 125)

O livro se divide em partes que se iniciam com citações do conto original da Chapeuzinho vermelho, e achei essa sacada genial. A narrativa tem como foco principal a busca de Scarlet por sua avó desaparecida, mesclando com a fuga de Cinder e sua necessidade em encontrar respostas sobre seu passado.

“Liberdade dos olhares de desprezo e palavras de ódio de estranhos que não confiavam na garota ciborgue – que era forte demais e inteligente demais e boa demais com máquinas para ser considerada normal.” (p. 158)

Scarlet é alguém forte e destemida, que atiraria em qualquer um que se colocasse em seu caminho, me encantei por sua resiliência e amor incondicional pela avó. Um personagem que faz parte do arco de Scarlet, do qual infelizmente não posso falar mais, me encantou por sua coragem e coração puro em fazer o que é certo.

“- Mas eu sou um fugitivo procurado, como Cinder. Eles perceberam que desapareci, não?

– Talvez estejam agradecidos.” ( p. 271)

Um personagem do arco de Cinder ganhou o meu coração e muitas risadas, um dos melhores do universo até agora. A grande vilã de toda essa história continuou me enojando e quis acima de tudo esganá-la por suas atitudes cruéis e mesquinhas, aguardo quando a coroa dela cairá.

“Pareceu tão natural, tão fácil, tão óbvio que era a coisa certa a fazer.” (p. 361)

A escrita da Marissa Meyer me encanta cada vez mais, incrível como ela se superou nessa sequência e finalizou o livro de uma forma fantástica e que faz o leitor desejar imensamente dar continuidade nas crônicas lunares. Amei demais esse segundo volume e já comecei Cress, o terceiro da série.

01 Comentário

  1. Marina Mafra05 jul, 2019Responder

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