Sinopse:

O gênero de fantasia produziu muitos dos heróis que consideramos inesquecíveis. Personagens clássicos que fizeram do gênero de “espada e feitiçaria” uma sensação, uma pedra fundamental na ficção fantástica – engendrando seus próprios contos de magia e coragem em aventuras imperdíveis. Gardner Dozois preparou uma seleção e tanto em Crônicas de espada e feitiçaria. Nas mãos de Robin Hobb, Walter Jon Williams, Lavie Tidhar, Garth Nix e George R.R. Martin, vamos rever os personagens FitzCavalaria, da “Saga do Assassino”; o aventureiro Quillifer; o “pistoleiro viciado” Gorel de Goliris; Sir Hereward e Mister Fitz; e, em Westeros, muito antes dos eventos passados em A guerra dos tronos, conheceremos a história de uma rivalidade entre irmãos da Casa Targaryen que teve feitos trágicos e desastrosos. Esses e outros contos que compõem o volume prestam uma homenagem ao gênero tido como precursor da fantasia épica. Um mergulho profundo e divertido em histórias que, a cada dia, conquistam mais e mais leitores por todo o mundo.

Você sabe o que são de fato as crônicas? Basicamente são histórias que refletem a vida social, os costumes, a política e o cotidiano. Fatos históricos nem sempre verídicos que não apresentam ordem de seguimento cronológica. As crônicas se assemelham as antologias, que são uma coleção de trabalhos literários agrupados por temática, autoria ou período. E na obra Crônicas de espada e feitiçaria, temos dezesseis histórias que se assemelham pelos períodos e situações narradas.

Gardner Dozois, um brilhante autor de ficção cientifica, teve a ideia absurdamente incrível de juntar dezesseis grandes escritores que trabalham há muitos anos com o subgênero da literatura fantástica, e criar uma antologia repleta de histórias de magia e feitiçaria.

“Nós somos a nevasca de inverno se lançando sobre uma casa apodrecida por cupins – respondeu ela. – Apenas acelerando a decadência do velho poderemos produzir o renascimento do novo. Somos a vingança de um mundo cansado.” (p. 87)

Eu não tenho o habito de resenhar um conto, os acho tão curtos que fico receosa de acabar soltando algum spoiler que desencante a experiência de algum leitor. Então prefiro falar das minhas próprias experiências com esse livro.

Confesso que o que me atraiu de imediato foi o conto inédito do meu querido George R. R. Martin, sobre o universo de “As crônicas de gelo e fogo” (vocês não imaginam como amo imensamente essa história). Porem o conto dele era o ultimo, fiquei com medo das histórias se interligarem de alguma forma e me vi obrigada a ler todas as quinze antes.

E preciso confessar outra coisa: ainda bem que tomei essa decisão. Os contos são incríveis, alguns melhores do que os outros, mas todos belos em sua forma. Seja o pupilo determinado em busca de um mestre que o auxilie em sua vingança, a decisão de uma jovem moça que tem sua aldeia invadida e precisa decidir se lutará ou não contra alguém que ama, ou a jovem que é sequestrada de casa para se tornar uma assassina, todos os contos possuem sua singularidade especial.

“… teoricamente toda guerra é diferente, tão individual e única quanto um ser humano; cada guerra tem pais que influenciam, mas ela cresce e segue sua natureza e gera seu filhos.” (p. 25)

Obviamente o meu preferido foi Os filhos do dragão, do Martin. Muitas curiosidades e questionamentos que eu tinha há alguns anos, foram sanados com esse conto. Os Targaryen são a minha segunda família preferida de Westeros (alô Starks), e saber mais sobre eles foi uma experiência incrível.

Se eu recomendo? Com toda a certeza meu caro leitor. Venha conhecer essas dezesseis histórias surreais sobre magia e feitiçaria que vão aquecer o seu coração. E de quebra você ainda terá um livro que possui uma diagramação maravilhosa.

“No quadragésimo oitavo ano depois da Conquista, diante dos olhos dos deuses, dos homens, e de metade dos Senhores de Westeros, o Alto Sertão da Vilavelha pôs na cabeça do jovem príncipe a coroa de ouro que havia pertencido ao seu pai e o proclamou Jaehaerys da Casa Targaryen, Primeiro de seu nome, Rei dos Ândalos, dos Roinares e dos Primeiros Homens e Senhor dos Sete Reinos.” (p. 505)

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