Um sedutor sem coração

Lisa Kleypas

Editora: Arqueiro

Páginas: 320

Ano: 2018

Sinopse:

Devon Ravenel, o libertino mais maliciosamente charmoso de Londres, acabou de herdar um condado. Só que a nova posição de poder traz muitas responsabilidades indesejadas – e algumas surpresas. A propriedade está afundada em dívidas e as três inocentes irmãs mais novas do antigo conde ainda estão ocupando a casa. Junto com elas vive Kathleen, a bela e jovem viúva, dona de uma inteligência e uma determinação que só se comparam às do próprio Devon. Assim que o conhece, Kathleen percebe que não deve confiar em um cafajeste como ele. Mas a ardente atração que logo nasce entre os dois é impossível de negar. Ao perceber que está sucumbindo à sedução habilmente orquestrada por Devon, ela se vê diante de um dilema: será que deve entregar o coração ao homem mais perigoso que já conheceu? Um sedutor sem coração inaugura a coleção Os Ravenels com uma narrativa elegante, romântica e voluptuosa que fará você prender o fôlego até o final.

Resenha:

“Só quando já fosse tarde demais, Kathleen descobriria um fato crucial da vida: só se conhece verdadeiramente um homem quando se convive com ele.” (Página 24)

Uma ordem de sucessão determina quem herdará um cargo ou título a partir da morte de quem o ocupava. E se esse ocupante morre sem deixar nenhum herdeiro, seu parente com a maior proximidade de sangue é quem herdará o legado do falecido.

Isso aconteceu com Devon Ravenel, um charmoso libertino que acabou de herdar um condado com uma propriedade em Hampshire, terras em Norfolk e uma casa em Londres. Qualquer homem entraria em um estado de êxtase ao herdar o título de conde, porém Devon não é esse tipo de homem. Afinal, como diria um certo personagem dos quadrinhos: com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades.

“Às vezes é preciso amar algo antes que ele se torne digno de amor” (Página 31)

E com essa nova posição de poder, diversas responsabilidades detestáveis surgem. A propriedade do condado se encontra atolada em altas somas de dividas, alem de possuir quatro ocupantes vivendo em seu interior. As três irmãs mais novas do falecido conde, e sua bela e jovem viúva Kathleen, uma mulher extremamente perspicaz e decida que provoca fortes emoções em Devon.

Kathleen sabe que não deve criar nenhum laço com um libertino como Devon, porém a atração entre eles é instantânea e mais forte do que os dois podem negar. Ela sabe que ele é um Ravenel, e os homens dessa família não possuem bons temperamentos. Seu falecido marido era a prova viva disso.

“Como já se familiarizara com o jeito de ser de Kathleen, e como conhecia Devon melhor que ninguém, West podia dizer categoricamente que os dois faziam despertar o que havia de pior um no outro. Quando estavam no mesmo cômodo, pensou ele, exasperado, os temperamentos se inflamavam e as palavras se tornavam dardos. Só Deus sabia por que era tão difícil para aqueles dois serem civilizados.” (Página 138)

Devon é um mestre na arte da sedução, e Kathleen se vê cada vez mais presa na teia de fascínio e encanto que ele tece ao seu redor. Poderia a jovem entregar seu coração em luto a outro Ravenel? O que o destino reserva para esses dois corações sofridos?

Essa foi a minha primeira experiência com algo da Lisa Kleypas e preciso ser sincera com vocês: eu me apaixonei pela singularidade da escrita dessa mulher. Ela consegue colocar no papel os sentimentos mais profundos que um ser humano é capaz de sentir e trabalhar em cima deles de uma forma que me fizeram questionar seriamente o que eu faria no lugar desse personagem.

“– Conheço muitos fatos científicos sobre o coração humano, e um deles é que é muito mais fácil fazer um coração parar de bater em definitivo do que evitar amar a pessoa errada.” (Página 173)

O titulo do livro não condiz em nada com a personalidade de Devon, pelo contrário, que coração enorme esse homem possui. Houve uma cena no livro que me fez idolatrá-lo e vê-lo como um grande herói, um homem íntegro e disposto a arriscar sua vida por outras pessoas, qualquer que seja a situação.

Eu havia visto diversas críticas a personagem Kathleen pelo modo como ela é. Uma jovem séria, que não possui nenhuma alegria na vida e não derrama lágrimas por nada nesse mundo. Mas quando descobri e compreendi a sua história, quem derramou lágrimas por ela fui eu. Que mulher meus caros, que mulher.

“– Não se pode permitir que um homem faça as coisas a seu modo o tempo todo. – Ela fez uma pausa, pensativa. – Certa vez, lorde Berwick me disse que, quando um cavalo puxa as rédeas, nunca se deve puxá-las de volta. Em vez disso, solte-as. Mas não mais do que uns poucos centímetros.” (Página 299)

Os personagens secundários dessa história me arrancaram diversas gargalhadas, e se preparem para um animal de estimação verdadeiramente excêntrico. rs Amo quando um autor consegue trabalhar esse núcleo dos secundários ao ponto de dar graça e vida a leitura.

Esse é o primeiro livro da coleção Os Ravenels, posso dizer a vocês que amei a história do início ao fim e mal posso esperar pelos próximos livros. Principalmente por causa do gancho que a autora usou para nos preparar para o segundo volume. Recomendo com todo o coração que venham conhecer a história de Devon e Kathleen.

Você ai já leu ou tem vontade de ler? Me conte.

4 Comentários

  1. Camila Carvalho29 mar, 2018Responder
  2. Marina Mafra29 mar, 2018Responder

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