Abril não verá maio

Ana Cravid'

Páginas: 416

Ano: 2020

Sinopse:

Abril, 27 anos, é uma mulher de sucesso. Neurocirurgiã, proprietária de um apartamento próprio no coração de Paris, ela tinha conseguido tudo o que alguma vez desejara. Tudo o que queria era ter alguma paz, algum sossego, e aproveitar bem o resto da sua vida. Mas as coisas mudaram quando um acidente nas suas mãos a levou a aceitar um pedido de seu mentor: reunir dados de pessoas que tentaram cometer suicídio, para uma pesquisa. A sua vida aparentemente perfeita descarrilou. Quando dois indivíduos da sua pesquisa acabam ligados às vítimas de um assassino em série, ela vê-se envolvida nas investigações. Entre o seu desejo de proteger os sujeitos do seu estudo, cuja mente era fragilizada, e de ajudar a polícia a encontrar o serial killer, ela é levada ao seu limite. No avançar da história, o seu desejo de paz, de sossego e tranquilidade torna-se um talvez cada vez mais improvável.

Um livro sobre morte, que inspira vida.

Achei ótimo a sinopse ter alerta de gatilhos, pois é um livro perturbador, mas valeu a pena viver cada angústia durante a leitura.

Abril misteriosamente sabe com quantos anos vai morrer. Essa parte deu um ar meio fantasia para a história, como se a protagonista e a Morte fossem velhas conhecidas. Amei isso! Em vez de decidir viver tudo intensamente, Abril escolheu ter paz e não se envolver com nada, nem ninguém.

Mas a Vida tinha outros planos.

Como médica renomada, ela se trabalhou em um estudo com suicidas. Foi impossível se tornar indiferente aos relatos de quem não havia tido sucesso ao tentar tirar a própria vida, mas ao longo da história percebemos que instinto de proteção era uma das características de Abril.

Quando uma das suas pacientes mais queridas perdeu o pai em um possível assassinato, a médica se envolveu para auxiliar a polícia a desvendar o caso. A investigação se tornou perigosa quando mais corpos foram encontrados e levantaram a suspeita de um serial killer, mas Abril já não tinha mais medo da Morte, o importante era manter a jovem em segurança.

Um suspense policial desesperador, que me fez refletir sobre a seguinte questão: Quando não conseguimos mudar o que há dentro de nós, usar para um bem maior pode ser uma boa alternativa?

ANVM é um livro muito bem escrito, com uma narrativa envolvente, em uma história bem construída. Com certeza vai dividir opiniões sobre o que é realmente certo ou errado?! E o quanto valorizamos a vida.

Recomendo muito!

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