Coração Satânico

William Hjortsberg

Editora: Darkside

Páginas: 320

Ano: 2017

Sinopse:

Coração Satânico se passa em Nova York, em 1959. Harry Angel é um detetive particular contratado para encontrar Johnny Favorite, um músico famoso que desaparecera após a Segunda Guerra Mundial. Psicologicamente transtornado com os campos de batalha, Johnny retornaria aos Estados Unidos em estado catatônico. Dias depois, ele some do hospital de veteranos, sem deixar rastros. O caso leva Harry Angel a se envolver com seguidores do vodu, assassinos e um cliente que não ousa perdoar velhas dívidas.

Coração Satânico é uma boa pedida para fãs de terror clássico, terror noir, aquela história cuja qual te faz imergir e deixa teu psicológico abalado.

“Uma coisa tão simples o coração humano. Vai batendo dia após dia, ano após ano, até que chega alguém e o arranca fora, e ele termina parecendo comida de cachorro.”

O detetive Harry Angel precisa descobrir o paradeiro de um músico que sumiu do hospital após a Segunda Guerra Mundial… A jornada de Angel passa por diversos lugares diabólicos, seitas satânicas, personagens extremamente estranhos e misteriosos.

“Oh, quão terrível é a sabedoria quando não traz proveito algum ao sábio que a possui!”

É uma história intensa, no meio do livro nos vemos impossibilitados de larga-lo enquanto não resolvemos o caso de Angel, algumas cenas são perturbadoras e o livro não peca na hora de deixar o leitor desconfortável.

“Era sexta-feira 13, e a tempestade de neve de ontem permanecia nas ruas como um resto de maldição”.

A sensação que tive ao ler foi assistir a um filme preto e branco. Ele nos leva há anos atrás e nos deixa a flor da pele. Foi uma leitura muito fluida e prazerosa, o livro conversa com o leitor, cria laços, o protagonista é muito carismático, a ambientação clássica é incrível e eu terminei com vontade de mais.

“Não tenho certeza sobre o que constitui uma ‘obra-prima’. Gostos mudam. Reputações são erguidas e aniquiladas. As grandes criações de uma época tornam-se o kitsch da próxima.”

01 Comentário

  1. Marina Mafra01 jul, 2020Responder

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