Eu, cupido

Julia Braga

Editora: Naci

Páginas: 296

Ano: 2021

Publicado em: 12/06/2023

Sinopse:

Liliana Rodrigues parece imune às armadilhas do amor romântico. Ela não acredita que pode despertar ou nutrir qualquer sentimento amoroso por alguém, por isso está sempre se esquivando do amor. Seu melhor amigo, Augusto, diz que ela não leva nada a sério, principalmente os sentimentos dele. O que Liliana não espera em sua vida é a aparição, em pleno Dia dos Namorados, de um cupido – ele mesmo, em carne e osso, a mitológica figura que faz as pessoas se apaixonarem. Seu nome é Paco e ele vem com a missão de quebrar as barreiras de Liliana e juntar o casal, mas ele não tem ideia de que sua missão vai ter mais reviravoltas do que pode imaginar.

Comecei a ler esse livro no wattpad e na época a autora ia tirar pois seria publicado por essa editora. O livro saiu, a autora até me enviou, mas não sei dizer por que ainda não havia finalizado. Decidi retomar para publicar a resenha hoje: 12 de junho de 2023. Foi uma leitura tão gostosa que acabei rapidinho.

…para ser um cupido, você não pode ter um coração.

Liliana tinha fama de coração gelado entre os cupidos, mas Paco quis se arriscar mesmo assim.

No dia dos namorados, ela e o melhor amigo, Augusto – que se dizia apaixonado por ela –, estão voltando de uma festa e após se despedirem na porta da casa dela, Augusto a deixa sozinha. Antes que abra a porta, Liliana sente a presença de alguém e ao se virar, lá está Paco, o cupido que deveria ser invisível, mas ela não a penas o viu, como teve medo de ser um assaltante e exercitando tudo que aprendeu sobre lutas, o golpeia até quebrar uma de suas mãos.

Quando entendeu a gravidade do que fez, tentando ignorar o quanto tudo parecia insano, Liliana se viu obrigada a ajudar Paco nas suas demais tarefas, para que o chefe dos cupidos não descubrisse o quanto ele arruinou a missão com ela.

A tarefa se revelou divertida, mas muito perigosa, já que as consequências se descobrissem o que estavam fazendo seriam piores do que Paco ter falhado.

De uma forma bizarra, o perigo que eu estava encarando me dava um propósito concreto para continuar existindo.

A menina o estava ajudando e quanto mais tempo levassem, mais ela prolongaria que fosse concretizada a real missão do cupido: fazer com que Liliana se apaixonasse por Augusto. Por mais que amasse o amigo, a ideia de se apaixonar por ele não a deixava animada. Ela tinha seus traumas e motivos.

Mas esconder algo assim começou a ficar difícil, tanto dos humanos que conviviam com ela, como da organização dos cupidos.

Aos poucos as informações começam a ficar mais claras. Entendemos o que há de diferente em Liliana e o motivo de conseguir ver Paco.

Não havia a menor possibilidade que eles se apaixonassem um pelo outro, mas como nada pareceu seguir um padrão de normalidade entre eles, não se surpreenderam ao precisar lidar com os próprios sentimentos.

O problema maior era que não tinha como existir um futuro para o relacionamento.

A ideia da história me lembrou um dos meus livros favoritos “Se você me visse agora“, em que um amigo imaginário se vê apaixonado pela tia da criança que era a missão dele. É fofo demais! Mas Eu, cupido teve um final bem melhor na minha opinião.

Amei a forma como a Julia escreve. Em uma narrativa cômica trouxe a mensagem de superação, enxergar as decepções da vida como uma fase, um momento de amadurecimento e com um toque real, a pesar da fantasia incluída no enredo. Afinal, quem nunca teve o coração partido?

E só tinha a agradecer. Era definitivamente melhor ter amado, mesmo nada tendo dado certo, do que nunca ter sentido nada assim tão intenso e maravilhoso.

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