O MENINO DA LISTA DE SCHINDLER

Leon Leyson, Marilyn J. Harran, Elisabeth B. Leyson

Editora: Rocco

Páginas: 256

Ano: 214

Sinopse:

Misto de biografia e romance de formação, O menino da lista de Schindler acompanha a trajetória de Leon Leyson, o mais jovem integrante e um dos últimos sobreviventes da famosa lista de judeus salvos pelo empresário alemão Oskar Schindler durante a Segunda Guerra Mundial. Intenso como O diário de Anne Frank, o livro chega ao Brasil pelo selo Rocco Jovens Leitores depois de alcançar a prestigiosa lista dos mais vendidos do jornal The New York Times, e oferece uma perspectiva única do Holocausto. Um relato emocionante, corajoso e humano que precisa ser contado às novas gerações.

Leyson, aos 10 anos de idade, começava uma vida de incertezas diante da guerra que eclodiu em 1939, trazendo consigo a miséria, injustiça, fome, campos de concentração e extermínio de inocentes pelo simples fato de serem judeus.

Em “O menino da lista de Schindler”, Leon, sobrevivente do Holocausto, narra sua história e de sua família, desde os momentos de felicidade na pequena vila de Narewka, até os dias em que o “inferno” finalmente teve fim na Cracóvia, devolvendo-os a esperança de poder enfim, pensar no dia seguinte!

“Na verdade, não havia nenhum jeito seguro de sobreviver num mundo que tinha se tornado completamente insano.”

Leon, o caçula de cinco irmãos sempre teve tudo o que uma criança precisava: carinho, atenção, brincadeiras, estudo, um lar e uma cama pra dormir. Entretanto, mesmo com tudo isso, ansiava por poder viver num lugar onde existisse energia elétrica e água encanada, coisas simples, mas que fariam diferença no dia a dia da família.

A oportunidade chegou quando seu pai fora transferido da fábrica de vidros do pequeno vilarejo, para uma mais desenvolvida na Cracóvia, sendo assim, o senhor Moshe, partiu sozinho, e trabalhou durante 5 anos incessantemente para poder levar a família para junto dele. Mas, em 1939, um ano após a mudança, o exército alemão ocupou a Polônia, e todos os sonhos e planos daquela família ruíram, dando lugar ao desespero e a desesperança.

Leon e seus irmãos deixaram de estudar, de andar livremente pelas ruas da Cracóvia, e não demorou muito para que fossem transferidos para o Gueto e os campos de concentração, passando a viver de forma cruel e em situações desumanas.

“Apenas a espessura do arame farpado separava minha vida no inferno de suas vidas de liberdade. Mas, nós bem poderíamos estar em planetas distintos.  Eu não conseguia entender de jeito nenhum a injustiça de tudo aquilo “

Para a sorte de alguns judeus, existia um anjo disfarçado de demônio em meio a todo o caos que estavam passando: Oskar Schindler! Ele, apesar de Nazista, abominava a forma como tudo aquilo estava acontecendo, principalmente o tratamento que era dado aos judeus, como se não fossem seres humanos. Na tentativa de salvar vidas, resolveu recruta-los para trabalhar em sua fábrica, livrando-os das atrocidades do exército alemão.

Mesmo indo de encontro as regras e arriscando sua vida, Schindler acolheu aquelas pessoas como se fossem filhos, chamando-os pelo nome e dando proteção para quem sabe, futuramente fossem livres.

Primeiro, o pai de Leon fora solicitado, e logo após, toda a família estavam sob proteção daquele senhor que eles aprenderam a admirar por sua bravura e humanidade.

“Sobrevivemos ao Holocausto graças ao enorme risco que Schindler assumiu, às propinas e aos tratados escuros que ele formou, para manter cada um de nós, seus operários judeus, a salvos das câmaras de gás de Auschwitz.”

Falar sobre o Holocausto é relatar sofrimento, dor, perda, saudade, preconceito, fome e miséria; é lembrar segundo após segundo, das atrocidades que o ser humano é capaz de fazer por motivos fúteis, ou até mesmo sem propósito algum.

Leon Leyson, fora o mais jovem sobrevivente da lista de Schindler, e viveu para contar o sofrimento que passou naquela época, e  sobretudo, para falar o quão valioso fora Oskar Schindler, o homem que fora um pai e herói para mais de 1200 judeus, que sob sua proteção tiveram a liberdade anos depois para poder, enfim, seguirem suas vidas e realizarem seus sonhos.

Aqui, em sua autobiografia, Leon relata sua vida antes, durante e depois da guerra, nos emocionando com sua força, que desde muito cedo fora aflorada, e que mesmo em meio a desolação e ao caos, nunca perdeu sua essência, sua benevolência, sua esperança de dias melhores. Mesmo que sua família não tenha saído completa de pandemônio da época, Leon nunca deixou de agradecer por estar vivo, jamais quis vingança. A resiliência fora parte de sua vida durante todo o seu percurso.

“Apesar de termos tudo contra nós, permanecemos determinados a demonstrar respeito e decência uns pelos outros. Mantendo nossa humanidade, prezando nossa herança, lutamos contra a depravação dos nazistas com formas sutis de resistência.”

A extraordinária história de “O menino da lista de Schindler”, é triste, mas ao mesmo tempo, se mostra bonita, pela força e persistência em viver, em não se deixar vencer pelas barbáries do Nazismo. Os relatos dos dias sombrios e dos dias de glória de Leon, nos dão esperança de que um dia o mundo seja povoado de muito mais Schindlers; que os monstros que assolam nossos dias sejam substituídos por heróis que nos salvem das atrocidades, que, ainda hoje são perceptíveis e inquestionáveis.

Não há dúvida de que Leon e Oskar deixaram legados de coragem e humanidade.

“Quem salva uma vida, salva o mundo

4 Comentários

  1. Marina Mafra03 mar, 2020Responder
    • Taize Lima04 mar, 2020Responder
  2. Iris Vanessa03 mar, 2020Responder
    • Taize Lima04 mar, 2020Responder

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