Um Passo em Falso (Myron Bolitar #5)

Harlan Coben

Editora: Arqueiro

Páginas: 272

Ano: 2014

Sinopse:

Ainda jovem, Myron Bolitar contou com a ajuda do treinador Horace Slaughter para começar a jogar basquete. O relacionamento dos dois era como o de pai e filho, mas com o tempo eles perderam contato e Myron abandonou o esporte. Dez anos depois de ver Horace pela última vez, Myron conhece Brenda, filha do antigo amigo e uma bela estrela do basquete. Trabalhando como agente de atletas, ele poderá fechar um contrato valioso com a jogadora se descobrir o paradeiro de Horace, que sumiu repentinamente após agredi-la. Desde então, Brenda começou a receber ameaças por telefone e a ser seguida. Myron não acredita na culpa do amigo e resiste a ser guarda-costas da moça, mas acaba cedendo. Determinada a não fazer papel de donzela indefesa, Brenda provoca uma atração irresistível em Myron, que vive um relacionamento amoroso debilitado. Porém, existe entre eles um abismo de corrupção e mentiras, além de segredos pelos quais muitos arriscariam a vida. Mesmo contra o bom senso, Myron segue investigando o caso. Disposto a conquistar o coração de Brenda, ele está ciente de que um passo em falso pode acabar matando os dois.

Um passo em falso é o quinto volume da série Myron Bolitar, e embora os livros não precisem necessariamente ser lidos em sequência, o indicado é ler na ordem para compreender o “universo” criado pelo autor e as histórias envolvendo os personagens.

“- Você a matou – disse Myron (…) – Se sente melhor agora?

A inflexão de voz do assassino provocou calafrios em Myron:

– A pergunta é: Myron, você se sente melhor agora?”

Coben é um autor fantástico, disso nunca tive duvidas, e a cada livro dele que leio, percebo como a genialidade desse homem para criar suspenses é inacreditável. Fiquei presa da primeira a última página dessa história, tanto pelo suspense, quanto pelas questões referentes a vida pessoal do Myron que o autor trabalhou.

Acho maravilhosa a forma como Coben mistura suspense, humor e tensão em suas histórias. Nessa não poderia ser diferente, Apesar de toda a confusão e o mistério envolvendo Brenda e seu pai Horace, aquele toque de ironia e carisma presentes em Myron são fundamentais para a leveza da trama.

“-Não quero parecer piegas – disse Myron-, mas se FJ conseguir me matar…

– Vou passar semanas inteiras espalhando retalhos da genitália dele por toda a Nova Inglaterra – completou Win. – Depois, provavelmente o matarei.

Myron sorriu.

– Por que na Nova Inglaterra?

– Eu gosto da Nova Inglaterra. E eu me sentiria muito sozinho em Nova York, sem você”

Este livro traz mais sobre a amizade entre Myron e Win e sobre as limitações que o primeiro possui em não sujar as mãos, e que o segundo não se importa em quebrar alguns ossos atrás de respostas. Myron e Win são basicamente a versão clássica do policial bom e policial mal.

Além de Win, Myron tem Esperanza, sua melhor amiga que trabalha junto com ele na agência de gerenciamento de atletas e que acabou de ser formar em Direito. Esperanza quer ser sócia da agência e não apenas uma funcionária.  As questões trabalhadas nesse dilema são tão reais que me senti emocionada.

“De volta ao carro, Myron comentou:

– Você foi longe demais.

– Aham.

 – Estou falando sério, Win.

– Você queria a informação. Eu a consegui.

– Eu poderia ter conseguido.

[…] – Você não pode voltar a fazer isso, Win. Você não pode machucar gente inocente.

– Aham. – Win consultou o relógio. – Acabou? Já satisfez sua necessidade de sentir-se moralmente superior?

 – Que diabo significa isso?

– Você sabe do que sou capaz – disse Win devagar. – Mesmo assim, continua recorrendo a mim.”

Mais uma vez criei mil teorias, duvidei de todos os personagens e fui extremamente surpreendida. Não passei nem perto de desvendar a verdade sobre o suspense e quando tudo veio a tona eu fiquei chocada, de queixo caído e sem reação. O fim mostra claramente os limites da maldade humana, e isso me deixou sem chão.

01 Comentário

  1. Marina Mafra30 jun, 2020Responder

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