Big Rock #1

Lauren Blakely

Editora: Faro Editorial

Páginas: 224

Ano: 2017

Sinopse:

A maioria dos homens não entendem as mulheres. Spencer Holiday sabe disso. E ele também sabe do que as mulheres gostam. E não pense você que se trata só de mais um playboy conquistador. Tá, ok, ele é um playboy conquistador, mas ele não sacaneia as mulheres, apenas dá aquilo que elas querem, sem mentiras, sem criar falsas expectativas. “A vida é assim, sempre como uma troca, certo?” Quer dizer, a vida ERA assim. Agora que seu pai está envolvido na venda multimilionária dos negócios da família, ele tem de mudar. Spencer precisa largar sua vida de playboy e mulherengo e parecer um empresário de sucesso, recatado, de boa família, sem um passado – ou um presente - comprometedor... pelo menos durante esse processo. Tentando agradar o futuro comprador da rede de joalherias da família, o antiquado sr. Offerman, ele fala demais e acaba se envolvendo numa confusão. E agora a sua sócia terá que fingir ser sua noiva, até que esse contrato seja assinado. O problema é que ele nunca olhou para Charlotte dessa maneira – e talvez por isso eles sejam os melhores amigos e sócios. Nunca tinha olhado... até agora.

Olá meu caro leitor, como tem passado? Está se lembrando que agora minhas resenhas possuem um novo formato? Se quiser saber mais sobre a história além das minhas considerações, dê uma olhadinha na sinopse aqui na parte amarela logo acima.

Pois bem, pela capa e pela sinopse você já deve ter percebido que esse livro possui um toque de erotismo correto? Os famosos livros ‘hots’. Calma ai meu caro. Não corre não, volte aqui e continue lendo.

O mercado de livros ‘hot’ sofre um preconceito absurdo e não é de hoje. O problema em si não é o fato de abordarem explicitamente o ato sexual em uma história, mas sim a forma nem um pouco cativante com que algumas autoras usam o sexo. Eu mesma possuía certo receio em ler livros assim, até que me deparei com a escrita fabulosa da Lauren Blakely.

Essa autora extremamente talentosa e carismática surgiu para mostrar e ensinar o conceito verdadeiro do que é um livro ‘hot’. Preciso parabenizar a Faro Editorial por terem apostado em cheio ao publicarem os livros da Lauren, gostaria de dar um abraço na pessoa que tomou essa decisão.

“É isso aí. Eu dificilmente erro quando se trata de adivinhar se um homem vai se dar bem ou não. Na maior parte das vezes, as chances definitivamente não estão a favor dos caras, porque eles cometem os erros de abordagem mais comuns. Como, por exemplo, começar a conversa com uma cantada idiota, do tipo: “Nossa… O que é que esse bombom está fazendo fora da caixa?” ou então: “Você deve vender cachorro-quente, porque com certeza sabe deixar uma salsicha no ponto…” É, eu também mal pude acreditar quando ouvi essas coisas. E quando o sujeito está conversando com uma garota, mas fica comendo com os olhos todas as outras que passam por ele? Existe um modo mais eficiente de queimar o filme com uma mulher?” (p.10)

A série Big Rock (que leva o nome do primeiro livro) já conta com quatro livros, e a Faro anunciou que publicará mais dois. Não sei se o total são seis livros ou se vem mais por ai (espero que venha haha). As histórias não são necessariamente interligadas, mas percebi que é bom ler na ordem certa, comecei por Pacote completo, o quarto da série e levei uma chuva de spoilers, mas com isso só me interessei profundamente em ler a série toda desde o início.

“Posso agir como um cara da noite ou um empresário sério. Posso agir como alguém que tem doutorado em Yale ou que tem a cabeça cheia de titica. Hoje vou convocar o meu “eu” de acadêmico exemplar, não o do cara que criou e vendeu um dos aplicativos de namoro mais picantes que existem.” (p. 19)

Spencer é aquele típico playboy de Nova York irresistível que por onde passa sai carregando corações e suspiros. Eu sei, eu sei, esses são os piores né? Porem Spencer é sempre um cavalheiro com as mulheres e sabe como tratá-las bem, principalmente na cama. E esse lado carinhoso e divertido dele foi um ponto extremamente bem explorado pela autora, fugiu daquela temática cansativa do bad boy mal amado que só amadurece com os erros.

“Minha mãe ficou em casa para cuidar de mim e de Harper quando éramos crianças, então não vejo nenhum problema se uma mãe resolve trabalhar fora ou decide tomar conta dos filhos. No caso da minha mãe, ela se encarregou da nossa criação enquanto também assessorava meu pai no negócio dele. Fosse como fosse, meu pai a tratava como uma rainha em algumas situações, mas sempre a tratava de igual para igual. É assim que as coisas devem ser, independentemente da escolha da mulher.” (p. 89)

Esse não é um simples clichê entre amigos que descobrem terem se amado a vida inteira e só percebem muito tempo depois. Tudo começou a mudar entre eles através do noivado falso. Por um específico motivo pessoal Charlotte aceitou entrar nesse teatro e também para ajudar o seu melhor amigo.

“Alguma coisa está acontecendo. Alguma coisa estranha, completamente desconhecida. Meu coração está falando uma língua que eu não compreendo, enquanto tenta me arrastar para Charlotte.” (p. 152)

Outra coisa que preciso elogiar é o modo como a autora construiu a personagem de Charlotte. Ela foge totalmente daquele tipo de personagens inseguras, dramáticas e que nos fazem raiva nos livros. Charlotte é maravilhosa, divertida, espontânea e sabe o que quer e corre atrás disso.

“Eu adoro cada detalhe da porcaria do universo, cada coisa, por mais insignificante que seja! E sou o canalha mais feliz do mundo, aqui e agora, nesta sala, com a mulher que eu amo!” (p. 187)

A narração da história é toda feita pelo ponto de vista do Spencer, o que foi definitivamente algo incrível. Em vários momentos paro para pensar: como a Lauren consegue entender a mente masculina tão bem? E com isso nos mulheres conseguimos entrar na história pelo ponto de vista masculino e entender como a mente do Spencer funciona.

Ri com essa história do inicio ao fim, Lauren criou um enredo divertido, envolvente e com a dose certa de sensualidade e erotismo que uma história precisa ter. Gostaria imensamente de ter dado um abraço nela na Bienal de SP desse ano, mas quem sabe um dia não? Parabenizo mais uma vez a Editora Faro por publicarem os livros da Lauren Blakely e valorizarem a escrita imensamente eloquente dessa mulher.

E se eu recomendo Big Rock? Com toda a certeza haha e já quero ler o próximo da série.

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